
Terapias Avançadas e Personalizadas
Engenharia de Tecidos
Os medicamentos de engenharia de tecidos classificados como terapias avançadas, são medicamentos inovadores à base de células ou tecidos humanos modificados, que têm função de reparar, regenerar ou substituir órgãos e tecidos danificados. Podem ser células que foram cultivadas, manipuladas ou alteradas em laboratório para assumirem funções especializadas e também podem incluir células incorporadas em estruturas de suporte biodegradáveis, que ajudam a reconstruir fragmentos anatómicos como a cartilagem ou a pele.


Terapia Génica
A edição génica baseia-se num conjunto de tecnologias que permitem alterar o DNA de um organismo (MedlinePlus, 2022). Estudos mais recentes demonstram que esta técnica está a ser desenvolvida para fazer modificações de uma forma sítio-específica, com o recurso a nucleases. Ademais, estas podem ser introduzidas nas células como proteína recombinante, RNA mensageiro transcrito in vitro ou a partir de plasmídeos de expressão por transfecção, eletroporação, nanopartículas ou com vetores virais (Iancu, 2018).
Terapia Celular Somática
As células estaminais representam um dos pilares das terapias avançadas e personalizadas, devido à sua capacidade única de autorrenovação e de diferenciação em múltiplos tipos celulares. Hoje, constituem a base de vários medicamentos de ATMPs, incluindo produtos de engenharia tecidual, terapias celulares e até imunoterapias personalizadas.

(Applications of stem cells, Swiss Medica)
Medicamentos Combinados
Um Medicamento de Terapia Avançada Combinado (Combined ATMP) é um tipo especial de medicamento biológico que une, num único produto indissociável, uma terapia celular/génica/de tecidos e um dispositivo médico. Alguns produtos de engenharia de tecidos são considerados ATMPs combinados.


Outras Terapias: Imunoterapia
A imunoterapia consiste num tipo de terapêutica dirigida ao cancro, que se baseia na estimulação de determinados componentes do sistema imunitário, de modo a atacar e eliminar células tumorais, bem como na utilização de substâncias sintéticas que visam atuar como os próprios componentes dos sistema imunitário. Assim, em contraste com a quimioterapia mais comum, caracterizada por uma ação citotóxica tanto sobre as células tumorais como sobre tecidos saudáveis, a imunoterapia fundamenta-se na utilização de agentes biológicos ou sintéticos para otimizar a resposta imunológica intrínseca do doente. (American Cancer Society, 2025) (National Cancer Institute, 2019)
