O uso da Inteligência Artificial (IA) na terapia pode ser aplicado a diversos ramos, como na quimioterapia neoadjuvante, na imunoterapia, na terapia dirigida, entre outros (Yang, 2024).

(Integrating Artificial Intelligence for Academic Advanced Therapy Medicinal Products: Challenges and Opportunities -Cristobal Aguilar-Gallar, 2024)

As duas abordagens da IA mais utilizadas na área da terapêutica são denominadas Machine Learning (ML) e Deep Learning (DL).

O ML funciona com base no uso de algoritmos para analisar e aprender a partir de informação pré-existente, tomar decisões e efetuar previsões acerca de casos reais. Já o DL tem algumas bases semelhantes ao ML, no entanto estende-se a uma rede neural de algoritmos de diversas camadas para implementar tarefas, e tem vindo a apresentar grande eficiência a encontrar estruturas complexas em dados de larga escala.

O DL apresenta mais aplicações em comparação com o ML em diferentes áreas, como no reconhecimento de imagens, na previsão da expressão de genes e no impactos de doenças (Yang, 2024).

A partir das técnicas com DL, como a CNN (convolution neural network), é possível processar melhor os dados complexos individualmente, de modo a auxiliar o processo de decisão em terapias personalizadas (Yang, 2024), com maior precisão, reduzindo e otimizando a elevada carga de trabalho dos profissionais de saúde (Huang, 2025). Como dados complexos, inclui-se dados multimodais, como registos médico-eletrônicos, dados moleculares, radiológicos e patológicos (Yang, 2024).


Porém, os modelos gerados pela IA requerem sempre validação dos dados coletados, com outros dados externos, algo crucial para a credibilidade do modelo gerado pelos algoritmos da IA. A falha de validação dos dados pode resultar em uma caracterização de um modelo não generalizável (Yang, 2024). Além disso, podem haver problemas éticos, como a privacidade de informação, o consentimento do doente e o risco de decisões incorretas.

Os modelos existentes baseiam-se em dados privados e sensíveis do doente como a identidade, estado de saúde, diagnósticos e informações de tratamentos. Para os doentes, coletar essa informação sem consentimento infringe os seus direitos e possivelmente interesses no caso de roubo ou uso impróprio da informação (Yang, 2024).

Acerca de responsabilidades no caso de erro de diagnóstico ainda há questões sem resposta clara – a responsabilidade deve recair aos médicos, aos hospitais ou aos desenvolvedores da IA? Isto requer que estudos futuros desenvolvam estruturas regulatórias para assegurar a implementação da IA em conformidade com as normas da área de saúde (Huang, 2025).

Outro aspecto importante a melhorar, é a transparência e a interpretabilidade clínica dos modelos de IA. Muitos modelos carecem de interpretabilidade, de tal modo que dificulta a compreensão dos diagnósticos gerados por IA por parte dos médicos (Huang, 2025).

Em suma, a IA apresenta elevado potencial em diversas áreas, de modo a auxiliar no diagnóstico, na previsão dos resultados de uma terapia e na interpretação de informações complexas, apesar de ainda existirem problemas relacionados com o seu uso. Logo, atualmente são necessários mais estudos acerca do uso da IA na área da saúde.

Vacinas

As vacinas utilizadas para o tratamento de cancro são auxiliadoras do sistema imune do organismo, e têm o papel de identificar e destruir as células tumorais.

PROTAC

As Proteolysis-Targeting Chimeras, também conhecidas como PROTACs, são compostos que têm como propósito induzir a degradação de diversas proteínas, como cinases, proteínas do citoesqueleto, recetores nucleares, fatores de transcrição e proteínas reguladoras.

Inteligência Artifical

O uso da Inteligência Artificial (IA) na terapia avançada pode ser efetuado para diversas finalidades, como na quimioterapia neoadjuvante, na imunoterapia, na terapia dirigida, entre outros. As duas abordagens da IA mais utilizadas na área terapêutica são denominadas Machine Learning (ML) e Deep Learning (DL).

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